| 000 | 03362cam a2200181 4500500 | ||
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| 005 | 20251228094944.0 | ||
| 041 | _afre | ||
| 042 | _adc | ||
| 100 | 1 | 0 |
_aSamama, Guy _eauthor |
| 245 | 0 | 0 | _aSphinx de Naxos (photo) |
| 260 | _c2013. | ||
| 500 | _a56 | ||
| 520 | _aJusque vers la fin du xxe siècle, l’« espionnage » a été un instrument principalement utilisé par les États ou des entreprises ayant comme finalité la collecte d’informations politiques, stratégiques ou économiques. Il était alors caractérisé par la nécessité de disposer d’un « agent » localisé sur le lieu d’intérêt du commanditaire. Avec l’apparition des réseaux informatiques, et plus exactement avec l’interconnexion de ces réseaux, l’« espionnage » est entré dans une nouvelle ère. En développant un nouveau domaine de compétences techniques liées à ces réseaux, il s’est offert la possibilité de dématérialiser l’« agent », c’est à dire de s’affranchir de la nécessité d’un intermédiaire présent physiquement sur place, pour le remplacer par l’intervention d’un expert technique situé à distance. En réduisant ainsi le « coût » d’intervention à la seule question de la connaissance technique des réseaux informatiques, l’« espionnage » s’est ouvert à de nouveaux acteurs inattendus tant dans leurs motivations que dans leur organisation. | ||
| 520 | _aUntil near the end of the 20th century, spying was a tool used mainly by governments or companies looking to collect political, strategic, or economical information. It therefore required the on-site presence of an agent in the client’s desired location. With the emergence of computer networks, and more specifically with the interconnection of these networks, espionage entered a new era. By developing a new area of technical competences linked to these networks, espionage redefined the agent’s role and removed the need for a person to be physically on-site by replacing him with a remote technical expert. This reduced the cost of intervention to the sole question of the technical knowledge of the computer networks, thereby opening spying up to new actors, unexpected in both their motivations and their organization. | ||
| 520 | _aAté finais do século xx, a espionagem foi um instrumento essencialmente utilizado pelos Estados ou as empresas com vista à recolha de informações políticas, estratégicas ou económicas. Implicava assim a presença física de um agente no local visado pelos respectivos serviços. Com o aparecimento das redes informáticas e, mais concretamente, da interconexão entre essas redes, a espionagem entrou definitivamente numa nova era. Ao desenvolver novos domínios de competências ligados às redes, operou uma desmaterialização do agente, libertando-se dessa mediação física e espacial, substituindo-a por um técnico especializado que manobra os processos a distância. Reduzindo assim os « custos » da intervenção à simples questão do domínio técnico das redes informáticas, a espionagem abriu-se a novos e inesperados actores que surpreendem tanto pela sua motivação como pela sua organização. | ||
| 786 | 0 | _nSigila | 31 | 1 | 2013-03-01 | p. 21-21 | 1286-1715 | |
| 856 | 4 | 1 | _uhttps://shs.cairn.info/revue-sigila-2013-1-page-21?lang=fr&redirect-ssocas=7080 |
| 999 |
_c1605192 _d1605192 |
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